(Imagem: Reprodução/Unesco)Os
números prévios revelados pela Unesco mostram que menos de um em cada
dez casos de jornalistas assassinados é resolvido pelos sistemas
judiciários. Foi possível mensurar os dados com ajuda e informações de
40 dos 62 países nos quais jornalistas foram assassinados no exercício
da profissão. O levantamento denuncia, ainda, que 92% dos incidentes nos
quais a violência foi usada para cercear a liberdade de expressão
permanecem sem resolução, o que faz com que os criminosos tenham
tranquilidade para "se livrar dos assassinatos"."A Unesco tem solicitado aos Estados-membros que não meçam esforços para processar os responsáveis por assassinatos de profissionais da mídia. A contínua melhora dos relatos dos países sobre as ações judiciais tomadas contra os envolvidos em assassinatos de jornalistas, como observado em 2015, mostra uma crescente capacidade de resposta no que se refere à atenção da Unesco e das Nações Unidas como um todo sobre a questão", explica a entidade.
Desde 2008, o Relatório sobre a Segurança de Jornalistas e o Perigo da Impunidade é publicado a cada dois anos. Nos últimos 10 anos, a diretoria-geral recebeu cumulativamente informações de 59 Estados-membros sobre 402 assassinatos dos 827 registrados na última década. Porém, somente 63 desses 402 casos foram relatados como resolvidos, o que representa 16% dos casos para os quais foram recebidas informações e somente 8% de todos os assassinatos registrados pela Unesco.


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