sábado, 22 de junho de 2019

NANDO DA COSTA LIMA - COLUNISTA VIP:


“PILÉRA”
Nando da Costa Lima
            Apesar da idade avançada, Dona Epistolina era lúcida e podia se locomover com facilidade. Só não podia beber bebida quente. A única bebida que ela ainda podia degustar era a Jurubeba Leão do Norte, ela até relacionava sua vitalidade com o melhor vinho composto do mundo. Mas quando tomava cachaça, ficava insuportável, ficava tão escrachada que foi o jeito parar. Tinha mais de quarenta anos que não bebia. Mas não é todo dia que se faz 90 anos, e essa data tinha que ser comemorada na fazenda preferida da matriarca, a “Três Cancelas”. Ela tinha mais energia que muita mulher jovem, não parava num canto! Não precisava de ajuda pra nada, só não gostava de dirigir. Mas isto não era problema: como era muito rica, sempre tinha uma cambada de netos e afilhados pra lhe acompanhar. Ficava viajando de uma fazenda pra outra, tinha várias! Mas a preferida era a Três Cancelas, ali foi o palco de grandes festas: São João, batizados, casamentos, etc. Na família tinha de tudo: cantor, ator, jogador de futebol, jogador de baralho, médico, pastor, político, padre… Tinha até um artista plástico famoso que ia presentear a madrinha com um quadro de nu artístico. E foi esse presente o responsável pelo mal entendido entre Dona Epistolina e suas filhas, netas, afilhados e convidados.
            A matriarca teve uma recaída e fundou na pinga, já tava empurrando o jipe. Falou o que devia e o que não devia, rasgou o verbo. Tudo começou quando o afilhado pintor tirou o pano que cobria a obra de arte. Dona Epistolina colocou a mão na cabeça e falou pro afilhado artista:
— Meu filho, sua pintura me fez lembrar do jegue Piléra.
            Os mais velhos tentaram evitar que Epistolina entrasse em mais detalhes da vida de Piléra, aquilo não pegava bem num almoço festivo. Mas não teve jeito, ela já estava de pé na cabeceira da mesa quilométrica. Tinha que ser assim pra caber tanta gente. A velha aumentava o volume da voz quando bebia, parecia que tava com um megafone. Uma das filhas fez um sinal pra ela maneirar, foi aí que ela ficou retada. Mandou a filha “se assuntar”, sentar o rabo gordo na cadeira e ficar calada. Ela não queria ser interrompida enquanto falava, e ameaçou:
— Se vocês não deixarem eu contar a história do Piléra, eu vou contar a história do Javanês que tinha um bar na Moranga - e deu um suspiro! (Essa era a história que a família mais temia).
            Depois da ameaça, ninguém mais tentou interromper, e Dona Epistolina continuou a história.
— O jegue tem esse apelido porque uma vez um senhor de São Paulo, de passagem pela cidade, quando viu o jumento excitado correndo atrás de uma égua, não acreditou. Ficou abismado. Abriu os braços como se estivesse medindo e falou: “Deve ser pilhéria”. Aí o povo que tava em volta aproveitou e colocou esse nome no jegue “Piléra”. “Pilhéria” é coisa de paulista. Ele reinou absoluto nos mangueiros e ruas da cidade, ficou famoso por seu apetite sexual. E por ter um defeito na pata, não servia pro trabalho, mas todos sabiam de suas histórias. Nesse tempo, os jegues ainda eram usados pra transportar água potável do Poço Escuro, a água vinha com carotes. Tinham também os feirantes que se locomoviam e transportavam sua produção em jegues, usavam cangalhas. E isso não tem muito tempo não - continuou Dona Epistolina da “Três Cancelas”.
As filhas e netas ainda tentaram interromper mais uma vez:
— Aí tá bom, vovó. Para com esse negócio de jumento, conta outra história….
Então a velha fechou a cara, virou outra cachaça e deu uma bronca conjunta em quem estava na festa:
— Eu vou contar a história que eu quiser. Estou na minha casa, os incomodados que se retirem.
            Aí ficou todo mundo quieto, escutando a história do famoso jumento.
— Piléra ficou famoso porque era muito bem dotado, pode até ser que aquele defeito na pata tenha ajudado na lenda, parecia que o bicho tinha cinco patas! Quando tinha feira ele aprontava, já derrubou muita barraca perseguindo as éguas usadas pelos feirantes. Só parava quando alcançava seu objetivo. A prefeitura até tentou evitar esses incidentes prendendo Piléra no mangueirinho de Dona Zezé quando era dia de feira. Mesmo assim, ele sempre dava um jeito de escapulir pra ir atrás da tropa de feirantes. A meninada gostava de ver Piléra em ação, acho que era por isso que ele sempre fugia do mangueiro.
            A velha insistiu com a história do jegue e o povo que tava na mesa não podia falar nada. Só um padre se levantou e saiu resmungando, já conhecia a história do jumento indecente.
— Tinha gente que falava que o jegue era encantado e que pertencia à velha da Rua do Gancho. Teve dois amigos que viram Piléra voando com a velha na garupa. Nisso eu nunca acreditei. EU, Epistolina da Três Cancela, juro que nunca vi essa assombração, é invenção dos cachaceiros do Magassapo que mataram Piléra… Eles tiraram a vida do bicho por causa de uma aposta. Os biriteiros fizeram uma lista pra ver quem acertava o tamanho da ferramenta do famoso jumento. Muita gente da cidade arriscou um palpite, a bolada tava boa. E foi isso que empurrou o jegue pra morte: como ninguém quis medir Piléra vivo, tiveram que abater o animal, coitadinho.
            Acabou de falar e caiu num choro profundo… A filha mais velha recriminou a mãe:
— Como é que a senhora tem coragem de chorar a morte de um jumento? Isto é heresia!
— Não é por causa de Piléra não, minha filha. É que eu me lembrei da minha juventude, e dos comícios e festas da vida.
— E qual foi a relação da sua juventude com um jumento? Tá parecendo uma velha despudorada, que coisa feia!
— Não fica enfezada comigo não, minha filha. Quando eu contei a história do jegue, os pensamentos da minha época de moça vieram todos de uma vez: festas, casamentos, Palmeira, comícios… Ui, minha nossa senhora.
— E quem é esse Palmeira, mãe? Pelo que eu sei, o nome de papai era Astrogildo.
— Deixa essa conversa pra lá, Palmerinda, foi a cachaça que misturou tudo nos meus pensamentos. Apareceram histórias que estavam escondidas no porão.
            Quem estava presente notou que o semblante de Dona Epistolinda era o de uma menina de 20 anos. Viajou longe, foi no melhor lugar de sua vida ao se lembrar de uma simples história. É claro que a cachaça deu uma força. Ninguém falou mais nada naquele dia, foram todos embora com Piléra na cabeça. Só ficaram sabendo que o ganhador da aposta morava na Rua do “Motô”. A filha não deixou a velha falar nem a metragem, nem quem mediu.

Ao meu amigo “Pirigoso”


CONQUISTA TEM SÃO JOÃO ANIMADO:

Arraiá da Conquista começa hoje no Espaço Glauber Rocha

Fonte: Secom/PMVC

E hoje tem muito forró para espantar o frio da nossa Suíça Baiana. Começa nesta sexta-feira(21), no espaço Glauber Rocha o Arraiá da Conquista 2019. A festa contará com atrações regionais e convidadas, colocando em destaque o trio mais famoso do Nordeste: a sanfona, a zabumba e o triângulo. Confira as atrações que vão fazer o povo dançar:
Os shows têm início às 19 horas e os portões estarão abertos ao público a partir das 18 horas.
O Arraiá da Conquista é uma promoção da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, em parceria com outras secretarias e com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
Confira a programação:
Um artista brotado no solo fértil da música nordestina, regado ao adubo da seiva nobre dos saudosos Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva – o rei do sincopado, e de muitas outras árvores frutíferas nascidas neste rico pedaço do Brasil. Edigar Mão Branca, no disco e no palco, faz forró de respeito, com respeito ao forró. Assumidamente um cabra de pé de serra, de vaquejada e tirada de leite. No Arraiá da Conquista, ele irá celebrar as tradições populares e a vida do homem da roça, dos trabalhadores do campo. Nasceu pra ser vaqueiro, faz um forró federal, é um verdadeiro farejador de festa, mas ele gosta mesmo é de ser reconhecido como um forrozeiro!
Músico, produtor e arranjador musical, Alex Baducha sempre surpreende no palco com um repertório que reverencia os grandes nomes da música popular brasileira. No Arraiá da Conquista, homenageará a cultura nordestina e seus diferentes ritmos.
– Há mais de uma década, a Fulor do Cangaço faz o autêntico forró-pé-de-serra em Vitória da Conquista e região. Nesse ano, a banda que tem à frente um grupo de mulheres, apresenta uma nova história no palco do Arraiá da Conquista. Só uma coisa não mudou: elas continuam fazendo com muito charme e capricho as canções eternizadas por Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, entre outros.
Com sanfona no peito e voz marcante, Rony Barbosa anima muitas festas juninas do interior da Bahia e pelo norte mineiro. Com a música “Começou o forró”, se consagrou entre os grandes nomes da região de Conquista e, por onde passa, defende a cultura nordestina, bandeira que foi abraçada pela família. Começou a subir nos palcos, ao lado do pai, ainda menino; tocava triângulo e se arriscava nos vocais. Hoje, conquistou o seu próprio público e, por onde passa, coloca o povo pra dançar.
Nascido na roça, em uma família de sanfoneiros, Almir foi influenciado pelo som do instrumento que domina as festas juninas, tanto que começou a tocar a sanfona aos 10 anos de idade. Viajando pelo mundo a fora, conquistou prêmios em vários festivais, além de dividir o palco com grandes nomes da música brasileira. Ao longo da sua carreira, se apresentou em diferentes estados do Brasil, sempre fazendo o verdadeiro forró e honrando suas raízes.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

MERCOSUL X UNIÃO EUROPÉIA:


Merkel e líderes europeus pressionam por um acordo com Mercosul 

Jamil Chade

21/06/2019 09h58- www.uol.com.br

Carta assinada pela Alemanha, Espanha, Holanda e outros não teve a assinatura da França e da Itália, economias de peso dentro da UE

GENEBRA – Numa carta ao presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Junker, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, lidera um grupo de sete chefes-de-governo que pressionam para que o bloco europeu feche um acordo com o Mercosul. A meta, entre outras, seria a de dar uma mensagem clara ao mundo de que o protecionismo não pode vingar.
O processo está em sua reta final, depois de 20 anos de negociações. O governo brasileiro aceitou fazer concessões em diversas áreas de interesse dos europeus. Mas, para que um acordo seja assinado, cabe a Bruxelas oferecer ao Mercosul uma abertura importante de seu mercado agrícola.
A resistência, porém, é importante dentro da Europa. Na Itália, o governo populista insiste que não tem como "rifar" seus pequenos agricultores, enquanto a França hesita em tomar uma decisão de maior abertura.
Num esforço para minar a resistência dentro da própria Europa, coube a países como a Alemanha a sair na defesa do acordo. Numa carta ao presidente Junker, Merkel e lideres como Pedro Sanchez, Antonio Costa e Mark Rutte destacam que o acordo com o Mercosul tem um valor que vai além de um simples tratado com países sul-americanos.
"A ameaça cada vez maior do protecionismo e outros factores geopolíticos estão pesando nas exportações", escreveram os líderes, alertando para o enfraquecimento do sistema multilateral. A guerra comercial entre Donald Trump e a China estará no centro do debate do G-20, na próxima semana no Japão,
"Nesse contexto, temos uma oportunidade história, uma oportunidade estratégica, de fechar um dos acordo mais importantes", disseram os europeus.
Merkel e os demais líderes apontam que, se concluído, o acordo transformará a UE no principal parceiro comercial do Mercosul, com acesso privilegiado a 260 milhões de consumidores. Carros, autopeças, máquinas e produtos químicos estarão entre os setores europeus que mais ganharão.
Na carta a Juncker, os chefes-de-governo pedem que a UE reconheça que o Mercosul fez gestos importantes, cedendo e abrindo setores fundamentais para os exportadores europeus.
Num recado claro aos demais países da UE que ainda resistem, Merkel e seus aliados alertam que, agora, está na hora de todos fazerem concessões. "Estamos numa encruzilhada. A UE não pode se dobrar a argumentos populistas e protecionistas", apontaram.
No documento, Merkel e os demais líderes pedem que Juncker "submeta ao Mercosul uma oferta equilibrada e balanceada que pavimente o caminho para a conclusão de um acordo".
Mensagem
Mas a carta é também um recado da importância estratégia que o acordo teria. "Tal marca mandaria uma mensagem clara à economia global a favor de um sistema comercial aberto, justo e com regras", disseram.
"Um acordo com o Mercosul não é apenas importante para a UE. mas também chave para o sistema multilateral", destacaram. "Ele pode mostrar aos nossos parceiros que o sistema funciona, mandando uma forte mensagem de que o comércio é benéfico se baseado em diálogo, cooperação e regras justas", disseram.
Aos chefes da Comissão Europeia, Merkel e os líderes insistem ainda que a situação hoje no Mercosul é favorável a um acordo. Mas insinuam que uma mudança política na região com as eleições na Argentina poderia fechar essa oportunidade.
"Temos que aproveitar o momento policio atual do Mercosul e não deixar que essa janela de oportunidade seja fechada", concluíram.

LUTO EM CONQUISTA:


Morre Elvira Miranda de Araújo, aos 87 anos


Foto: Montagem | BLOG DO ANDERSON
É com pesar que a família de Elvira Miranda de Araújo comunica seu falecimento. Dona Elvira tinha 87 anos e era viúva de Alberto Felix, da Gráfica Felix. O corpo foi velado na Capelinha do São Vicente. Dona Elvira deixa três filhos: Zilmar, João e Luiz [Gêmeos conhecidos como Os Coelhos]. Toda família e amigos sentirão saudades eternas. 
O sepultamento aconteceu na tarde desta quarta-feira (19), no Cemitério da Saudade. 
Aos amigos e familiares nossos sinceros sentimentos

terça-feira, 18 de junho de 2019

FILHOS BANDIDOS!

Filho confessa homicídio de pastor e aponta irmão como mandante

Execução de Anderson teria sido motivada pela descoberta de uma relação extraconjugal dele. (Foto: Reprodução/Facebook)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Filho adotivo do casal confessou o homicídio e apontou o irmão como mandante
  • Pastor foi executado com 30 tiros e o motivo seria uma relação extraconjugal
A Polícia Civil de Niterói obteve, na manhã desta terça-feira (18), a confissão de que Lucas dos Santos, de 18 anos, foi um dos executores do pastor evangélico Anderson do Carmo de Souzamorto dentro de casa, no domingo (16), com pelo menos 30 tiros de pistola.
Lucas é filho adotivo de Anderson e da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), e foi preso na segunda-feira (17) após o enterro do pastor. Contra ele, havia um mandado de apreensão, emitido quando Lucas ainda era adolescente, por tráfico de drogas. O casal tem 55 filhos registrados, sendo 51 adotados.
Segundo investigadores da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), Lucas confessou ainda que o outro filho detido do casal, Flávio dos Santos Rodrigues, de 38 anos, foi o mandante do homicídio. Flávio é filho biológico de Flordelis e foi detido durante o enterro por ter um mandado de prisão pendente por violência doméstica.
Ao prestar depoimento, Lucas se contradisse e, após a confissão, mostrou imagens de câmeras de segurança em que Flávio aparece na cena do crime. “As imagens são ótimas”, afirmou a delegada Barbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo.
O principal motivo apontado pela polícia para o crime é que os dois descobriram uma relação extraconjugal de Anderson.

A EXECUÇÃO

Anderson foi executado com mais de 30 tiros de pistola nas costas, no peito, na genitália e nas pernas. Nada de valor foi levado da casa, o que fez a polícia descartar a hipótese de latrocínio. A maioria dos disparos foi feito à queima-roupa, mas a polícia técnica, não pode precisar o número exato de disparos.
O corpo do pastor Anderson do Carmo de Souza foi enterrado às 11h, no Memorial Parque Nicteroy, no bairro do Laranjal, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. O pastor foi morto na madrugada deste domingo (16) após chegar em casa, na Rua Cruzeiro, em Pendotiba, Niterói, na companhia da mulher.
Os dois vinham de uma comemoração. Ao passarem pelo bairro de São Francisco, próximo a Pendotiba, suspeitaram de que o carro deles estava sendo seguido por duas motos. Em casa, segundo a parlamentar, o pastor disse que voltaria à garagem para pegar algo que tinha esquecido no carro. Neste momento, pessoas da família ouviram vários tiros.
Flordelis foi até a garagem e encontrou o marido baleado. Segundo vizinhos, os tiros foram disparados por volta das 3h30. O pastor chegou a ser levado ao Hospital Niterói D’Or, no bairro de Santa Rosa, mas não resistiu aos ferimentos. Muito emocionada, a deputada falou que foi mais um caso de violência, uma tentativa de assalto frustrada.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

"Ó BENDITO QUE SEMEIAS LIVROS, LIVROS À MÃO CHEIA E MANDA O POVO PENSAR" - CASTRO aLVES


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Base Comunitária da PM arrecada livros para montar biblioteca e promover Oficinas de Leituras

A Base Comunitária de Segurança da Polícia Militar (BCS) do bairro Nova Cidade, em Conquista, iniciou nesta quinta-feira (13) a arrecadação de livros para montar na unidade uma biblioteca.
Com a iniciativa , a BCS irá promover Oficinas de Leituras para crianças e adolescentes de maneira divertida, atrativa e lúdica com o objetivo de despertar o hábito e o interesse pela leitura. Os livros objetos da Campanha são somente Infantis, Literários e de Romance, os didáticos não estão sendo arrecadados por não serem interessantes para o projeto.
Quem deseja contribuir deve se dirigir a um dos dois pontos de arrecadação, que são:
1 – 77ª Companhia Independente de Polícia Militar – situada na rua A, intersecção com a avenida Erathosthenes Menezes, no Candeias. Os pontos de referência dessa unidade militar são a Bella Forma Clínica de Cirurgia Plástica, na avenida Jorge Teixeira, e a Secretaria Municipal de Educação, Smed, na Vila Emurc, Candeias.
2 – Base Comunitária Nova Cidade – situada na rua G próximo ao Posto de Saúde do bairro Nova Cidade.
Para mais informações os contatos são: (77) 3421.3130 e (77) 99961.2669
Nota do blog: Estaremos doando 100 livros de poesia, contos e crônicas de nossa lavra e de autores locais e de outros Estados, além de autores internacionais. E desde já, agradecemos ao Soldado Villasboas que atendeu gentilmente nossa ligação e nos deu retorno para combinarmos a entrega dos exemplares que doamos. Parabéns, à briosa Polícia Militar da Bahia, sempre atenta às necessidades da população!

domingo, 16 de junho de 2019

LEVY DEIXA BNDES

Joaquim Levy, é ex-Presidente do BNDES
O motivo do descontentamento, disse Bolsonaro, foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES- Ambos pediram demissão, após fala do presidente

Tribuna da Bahia, Salvador
   
Foto: Marcelo Camargo

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem (15) que o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, “está com a cabeça a prêmio há algum tempo”.
Hoje Levy pediu demissão.
Bolsonaro falou com jornalistas quando deixava o Palácio da Alvorada para a Base Aérea de Brasília, de onde embarca para agenda no Rio Grande do Sul: “Estou por aqui com o Levy”, afirmou o presidente.
O motivo do descontentamento, disse Bolsonaro, foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES. Para Bolsonaro, o nome não é de confiança, e “gente suspeita” não pode ocupar cargo em seu governo.  
“Eu já tô por aqui com o Levy, falei para ele: ‘demita esse cara na segunda-feira ou eu demito você sem passar pelo Paulo Guedes‘”, disse Bolsonaro.
O presidente acrescentou que, em sua visão, Levy não está sendo leal. “[Ele] Já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e àquilo que ele conhece a meu respeito. Ele tá com a cabeça a prêmio há algum tempo”.
Levy assumiu a presidência do BNDES em janeiro.
Moro
Questionado sobre sua confiança no ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que é alvo de vazamentos de conversas que teria mantido quando era juiz com o coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, Bolsonaro diz ter “zero” ressalvas.
“Quanto a minha pessoa zero, zero”, disse ele. “Moro foi o responsável não de botar um ponto final, mas de buscar uma inflexão na questão da corrupção, diminuindo drasticamente”, acrescentou o presidente.
Ele ressalvou, contudo, que ninguém pode contar com 100% de confiança. “Eu não sei das particularidades da vida do Moro, eu não frequento a casa dele, ele não frequenta minha casa, mas mesmo assim meu pai dizia pra mim: confie 100% só em mim e na mãe”.
Como exemplo, o presidente citou a demissão do general Santos Cruz da Secretaria de Governo, o que deve ter “surpreendido” muita gente, afirmou. Ao ser questionado, o presidente negou que a causa da dispensa tenha sido verbas de comunicação. “É fake essa informação de que o Santos Cruz teria tocado nisso”, disse.  
Previdência
O presidente comentou também o parecer do relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentado na quinta-feira. “[Com] a proposta que tá aí, o meu governo está garantido. A crise virá para 2023, 2024. A gente não quer deixar para o futuro governo que me suceder essa dor de cabeça da Previdência, não podemos continuar vivendo esse fantasma, nessa agonia”, disse.
Bolsonaro afirmou que “a bola está com o parlamento”, antes de concluir dizendo que “nós temos uma chance ímpar de tirar o Brasil do caos econômico que se aproxima”.

sábado, 15 de junho de 2019

NANDO DA COSTA LIMA - COLUNISTA VIP:

A outra banda da história

Nando da Costa Lima
Foi real demais pra ser verdade… Sei lá, parece até que foi sonho misturado com verdade. Do jeito que ele contava, o ouvinte perdia horas escutando suas histórias sobre a abdução dos índios que povoavam o Planalto da Conquista até o século XVIII. Benevides Cantador falava com autoridade, eu acho que é verdade. Segundo ele, os fundadores da Vila da Vitória não mataram nenhum índio. Tem gente que diz que ele ficou meio amalucado depois que achou uns manuscritos, tipo um diário dos seus antepassados. Se foi isso mesmo, não devia ter mexido. Ficou sabendo de tanta barbaridade que passou 8 dias sem dormir nem falar nada com ninguém. Quando voltou a conversar e a se alimentar, já foi com essas histórias de disco voador levando índio pra morar em outros planetas… E Benevides preparava o ambiente antes de entrar no assunto: falava da altitude da terra do frio, um tabuleiro num descampado! Daí a ser um lugar místico, atrai muita energia cósmica e espiritual. Ele narra a travessia dos Imborés pra Marte em versos…
Uma nave resplandecente, que do céu incandescente desceu na terra ainda bruta, para evitar uma luta que seria desigual. Os brancos vinham armados, e também bem motivados: sabiam que a terra era boa. Lutariam até a morte com os donos do lugar. João estava decidido, fez até uma promessa, prometeu a Nossa Senhora que assim que lá chegasse ergueria uma igreja em sua homenagem. Todos da caravana fizeram questão de jurar junto com o chefe que daquela terra eles não iam abrir mão. Muitos olheiros tinham ido na região e só voltaram com boas notícias, falavam que era divisa da caatinga com a mata, no inverno era só descer a serra pra aquecer os rebanhos e os homens… No alto da serra tinham várias nascentes de águas cristalinas e a vista se perdia no horizonte. João sabia que era o lugar certo pra criar raízes, e assim fez o nosso fundador. Fez daqui a Vila da Vitória. Só que a história escrita diz que houve vários conflitos com os índios, que mantinham uma dura resistência. Para eles era um paraíso, no inverno desciam pra caatinga. Quem mais sabia o quanto a terra valia eram eles. E as coisas foram resolvidas violentamente, era o único jeito… Dizem que os canos dos clavinotes derretiam de tanto atirar em índios. Não podemos julgar as atitudes dos homens sem termos vivido sua época! Uns falam que foi genocídio, outros acham que não. Pra se ter uma ideia formada é necessário que se aprofunde na história real, não em achismos.
            A história de Benevides Cantador era totalmente diferente de tudo que se escreveu ou se contou sobre Vitória da Conquista; Segundo ele, não tinha um índio quando João chegou no Planalto, só ficaram os acampamentos e as marcas da rodeira do disco voador…
— E disco voador tem rodeira?
— É claro que tem! Quando tá em terra, ele usa rodeiras. Entendeu, Dermeval? Você é metido a inteligente só porque é jornalista em São Paulo. Se for pra interromper eu vou deixar essa história de lado e você que se arrume com as mentiras dos livros de História. 
Dermeval pediu desculpa, era ele quem mais tava interessado no caso. Era mais uma história que ele poderia publicar num jornal de “Sampa. Benevides aceitou a desculpa, virou outra cachaça e perguntou pro dono da venda:
— Em que parte da história eu estava mesmo?
            O rapaz lembrou que ele tinha parado na hora que o disco voador desceu do céu e abriu as rodeiras. Benevides Cantador apertou a gravata e continuou!
— Tem que ter “ciênça” pra entender. Um alienígena saiu do discão, desceu uma escada rolante de mais de quinhentos metros e falou na língua dos índios: “Pataxós pra esquerda, Camacãs pra direita e Imborés na parte de cima do disco”.
            Segundo essa versão da história, os índios no início ficaram assustados, mas quando o capitão do disco voador falou na língua deles que tava vindo uma porção de homens brancos pra tomar a terra, aí não teve jeito. Os próprios chefes de cada tribo mandaram todos subirem na nave. O capitão alienígena falou que os deixaria num lugar seguro, e assim o fez. Deixou os pataxós e os camacãs no sul da Bahia, e levou os imborés pra morar com eles em outra galáxia (Segundo Benevides, os imborés tinham parentesco com os alienígenas). Tanto é que você vai pra Porto Seguro e só vê pataxó.
— Quem fala que viu imboré tá mentindo, assim como é mentiroso quem falar que por aqui houve genocídio — Continuou Benevides — Eu, Benevides Cantador, parente dos fundadores, garanto que aqui não morreu um índio. Foram todos abduzidos antes da tragédia graças aos viajantes de outros mundos.
            Segundo o Cantador, no local onde fica o Cristo de Mário Cravo era o local onde o “discão” parou e estendeu uma escada rolante até o Simão. E pensando bem, sabe-se tão pouco dessa época que é melhor acreditar que foi assim… As coisas ficam mais leves, até o ar fica mais puro, e as pessoas passam a olhar a terra com mais amor! Faz bem pensar bem.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

POÇÕES DE LUTO:

Morre em Poções Clotildes Schettini

Faleceu no início da noite desta 5ª feira (13), Clotilde Oliveira Schettini, viúva de Humberto Schettini de tradicional família de Poções. Mãe de Marco Aurélio, servidor lotado no Lacen – Laboratório Central da Prefeitura de Vitória da Conquista, e sogra de Cristiane Pessoa, empresária de academia de Pilates, mais conhecida como Cris. O corpo de Tidinha sendo velado na Capelinha de Poções e o sepultamento está marcado esta 6ª feira (14), às 11 horas, no Cemitério Municipal da cidade.
Aos familiares e amigos, nossos maiores sentimentos.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

CONQUISTA - PREFEITURA OPERA LINHAS DE COLETIVOS:

Nova frota do transporte coletivo começa a operar nesta quarta-feira (12)

PMVC
A partir desta quarta-feira (12), a Prefeitura de Vitória da Conquista inicia uma nova operação no transporte coletivo da cidade. Trata-se de linhas do Lote 01 que vinham sendo executadas de forma emergencial com ônibus da Viação Novo Horizonte e com gratuidade. São elas: R03 (Pradoso/Centro), R04 (Santa Marta/Centro), R06- Senhorinha (Cairo/Centro), R17 (Lagoa das Flores/Centro) e D42 (Lagoa das Flores/Uesb).
Inicialmente, oito veículos entrarão em circulação no município. Todos eles passaram por vistorias da equipe técnica da Secretaria de Mobilidade Urbana e são adaptados para o acesso de cadeirantes. Com isso, a cobrança das passagens volta a ser feita aos passageiros, que não ocorria com o serviço prestado pela Nova Horizonte. É com essa arrecadação advinda da bilhetagem que o Município irá custear a operação das linhas.
O coordenador de Transporte Público, Micael Silveira, destaca: “Há ainda a previsão de se iniciar um processo de otimização em todas as linhas do sistema nas próximas semanas; para garantir uma oferta de serviço coerente com a demanda ou o recolhimento de veículos quando a demanda for menor do que a oferta, garantindo economicidade para o sistema e melhor atendimento para o usuário.”
Entenda – Em agosto do ano passado, a Prefeitura e a Cidade Verde firmaram um contrato tácito, por conta do cancelamento do contrato com a segunda permissionária que atuava na cidade, a Viação Vitória. Com isso, a Cidade Verde, que já operava as linhas do Lote 02, assumiu também o Lote 01 do transporte coletivo de Vitória da Conquista.
Neste mês de abril, a Cidade Verde abandonou cinco linhas do Lote 01. Como se trata de um serviço essencial para a população, a Prefeitura entrou com uma ação imediata para garantir a sua continuidade, contratando a Viação Novo Horizonte para cobrir os bairros que ficaram desassistidos.
Essas cinco linhas passaram a ser assumidas pela Administração Municipal e iniciam um processo de transição, que terá continuidade nas próximas semanas. O objetivo é que, gradualmente, a Prefeitura passe a operar todas as linhas do Lote 01 que ainda vêm sendo executadas pela Cidade Verde.

terça-feira, 11 de junho de 2019

NANDO DA COSTA LIMA - COLUNISTA VIP:

Drª. Cate (Um causo médico)

Nando da Costa Lima
Eleutério entrou como um doido no pronto-socorro, tava sentindo um aperto no bucho que tirou ele do sério (isso sem falar da cachaça). Chegou perguntando onde encontrava “Dotora” Cate, só servia ela. Os enfermeiros e atendentes ficaram sem saber o que fazer, ninguém encontrava essa tal doutora. Ficaram todos nervosos, os seguranças estavam ocupados e Eleutério tava armado e com a camisa aberta. Segundo ele o bucho tava pra explodir. Só a Dr.ª pra dar jeito, não servia outro médico. Eles tinham que dar um jeito! Chamaram vários médicos, mas ele só queria  a “dotora” milagreira.
— Mas porque isso, o senhor devia confiar nos nossos médicos de plantão, são todos capacitados. Por que essa teimosia? E se a gente não encontrar a doutora, você quer morrer?
— Se não for ela, eu vou morrer do mesmo jeito. Só ela dá jeito. Teve uns três amigos meus que saíram novinhos graças a ela.
— O senhor tem certeza de que foi nesse hospital?
— Claro! Ela trabalha aqui e em mais uns dois hospitais particulares.
— Mas aqui também atende pelo SUS.
— SUS? Não é possível! Então eu vou pra um hospital que atenda particular. Meu plano é cinco estrelas, qualquer médico aceita.
— Mas Seu Eleutério, nós já rodamos o hospital todo atrás dessa doutora e nada… Tem Dr.ª Catarina que os amigos chamam de Dr.ª Cate, e tem mais uns dois médicos com esse apelido…
— Mas só que a Dr.ª Cate que eu tô procurando não é apelido.
— Então o senhor vai ter que procurar em outro hospital, aqui não tem ninguém com esse nome.
— Esse hospital só tem enfermeiro? Será possível uma coisa dessas! Garanto que se tivesse uma enfermeira aqui, ela acharia a dotora.
— Rapaz, o senhor bebeu, eu já disse que aqui não tem ninguém com esse nome.
— E se eu bebi, é de sua conta? Eu tô aqui pra ser tratado, você não tem nada que fazer pergunta da minha vida particular. Se a dotora tivesse aqui, já teria resolvido.
          Os enfermeiros e atendentes acharam melhor chamar um enfermeira da área da psicologia pra atender o paciente que a cada minuto ficava mais nervoso. A técnica em enfermagem chegou tentando cuidar do paciente. Pediu calma e começou os procedimentos: mediu a temperatura e fez tudo o que se faz num ambulatório. Ele só concordou porque a enfermeira disse que assim que verificasse seu estado, daria um jeito de achar a médica. Era só ligar nas clínicas particulares que logo a encontraria. Só assim ele se acalmou e ficou deitado na maca enquanto era examinado. O pessoal tava todo apavorado, o homem tava com duas armas na cintura. Tinham que fazer as vontades pra evitar o pior. A enfermeira quis saber o que ele tinha comido, e Eleutério disse que tinha saído de um almoço de batizado. Tinha comido uma buchada completa e uma banda de melancia. Na hora de arrotar, cadê o arroto???
— Por isso que eu tô aqui, dá pra senhora ver que a minha barriga tá inchada.
Aí a enfermeira mandou ele relaxar e começou a medir a pressão, ele já tava com um revólver na mão na hora da aferição… A moça quando viu que o plano de saúde dele era cinco estrelas, achou que com aquela pressão o jeito era fazer um “Cate”. Quando ele ouviu o nome, relaxou por completo, e elogiou a enfermeira que mandou chamar Dr.ª Cate. Aí a enfermeira explicou que esse procedimento se faz quando há ameaça de infarto.
— O plano do senhor cobre, eu já convoquei toda a equipe pro procedimento…
          E assim foi feito. Bastava ele tomar um sal de frutas que ficava tudo resolvido. Mas devido à pressão 13 por 8 (normal) e à insistência do paciente (e por o plano de saúde ser muito bom), a equipe se prontificou a realizar o cateterismo em Eleutério… Só depois do procedimento feito é que explicaram pra ele que “Cate” era um jeito carinhoso de se chamar “cateterismo” sem assustar o paciente… Mas isso só acontece se você tiver dinheiro pra bancar um plano cinco estrelas ou pra pagar o procedimento à vista. Mas aí Eleutério se retou:
— Como é que eu chego aqui com uma dor na barriga e vocês me enfiam um desentupidor de veia? Isso é roubo! Vou chamar a polícia! Cambada de interesseiros, se fosse pelo SUS nada disso teria acontecido. Eu pensei que Cate fosse uma dotora, porque todo mundo que eu conheço e tem um plano igual ao meu passou por essa tal de Cate. Agora eu tô ligando as coisas: Zé Pedro tava com um calo seco, João Neto tava gripado, Erneusita tava com enxaqueca e eu tava mal do estômago…
          Mas aí os seguranças já tinham chegado. Estavam amarrando um senhor violento que não queria saber de “Cate”. Eles imobilizaram Eleutério na maca, mas mesmo amarrado ele continuou gritando:
— Todos nós, ou pagamos à vista ou temos um bom plano… Cambada de enganadores, tô com a virilha toda roxa. Vou processar todo mundo, inclusive as enfermeiras que mal olham pra gente e já dão o diagnóstico antes do médico. Elas primeiro veem se o plano é bom ou se a consulta vai ser paga em dinheiro! Se for esse o caso, o cidadão tá lascado! Não sai do hospital sem fazer um cateterismo, ou “Cate”, como queira.
          A prática do cateterismo talvez seja a campeã de lucro nos pronto-socorros da vida. Tem até “dotô” que já faz o “Cate” no escuro. Também, com tanto treinamento! Portanto, se você tem um bom plano de saúde ou vai fazer uma consulta particular, fique de orelha em pé. Se algum médico ou enfermeira sorridente falar que vai ter que fazer um “Cate”, pode levantar da maca e sair correndo… Palavra de escoteiro!
Não é brincadeira, não. Faça o teste: chegue no hospital com dor de cabeça e fale que a consulta é particular. Logo logo você vai escutar o termo “Cate”… Eu tenho um amigo que bebe muito, e toda vez que entra em coma alcoólico já acorda com uma enfermeira falando que o “Cate” foi um sucesso! Já fez mais de oito. Também, quem mandou ser rico? Cê tá pensando que é exagero? Tem até um bolão de aposta entre os funcionários dos hospitais: quem acertar o nome do doutor que fizer mais “Cates” no mês leva a bolada.
É isso, tem médico voltado às ciências médicas, esses cursam porque já têm o dom. Mas tem outros que fazem “Merdicina”, esses são voltados exclusivamente para o dinheiro… É uma pena.
E a medicina atual anda a cada dia mais especializada em lesar em vez de curar… É triste! Pobre morre por falta de atendimento, e rico por excesso.
P.S. Não podemos radicalizar: é claro que pelo menos 2% desses procedimentos são feitos por necessidade.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

AMANHÃ, (7), GRANDE DIA DA CHEGADA DA BANDEIRA:

FESTA DO DIVINO EM POÇÕES
Ricardo De Benedictis
Chegada da Bandeira

Chegada da Bandeira

Luiz Sarno - Uma vida pela devoção ao Divino!

Os Sangiovanni

Amigos para sempre!

Carlos Napoli e Ricardo De Benedictis


Ricardo De Benedictis, Beto Napoli e Gilberto Luz

Eurípedes Rocha Lima e amigos

Ruy Espinheira filho e amigos
A festa do Padroeiro de Poções, o Divino Espírito Santo, é  a mais tradicional da região e uma das mais belas manifestações religiosas e populares da Bahia. 
Neste ano de 2019 a festa do divino tem seu pico na sexta-feira (7 de junho PV.) com a ‘Chegada da Bandeira’ às 11 horas da manhã, partindo do bairro Poçoeszinho, postando-se à frente do adro da Igreja Matriz, situada na Av. Cônego Pithon.
A festa compõe-se de Novenas e cultos religiosos, culminando com a "Chegada da Bandeira", quando centenas de cavaleiros e amazonas desfilam pelas ruas principais da cidade ao som de foguetes e bandas de música, parando em frente à Igreja Matriz onde assistem e participam de uma grande Missa Campal, onde são entoados os hinos ao Divino Espírito Santo. Esta é a maior festa do gênero em todo o Estado da Bahia. A Chegada da Bandeira é uma réplica das Entradas e Bandeiras que povoaram o nosso país, fazendo crescer os seus limites. Durante o mês de maio/início de junho milhares de pessoas visitam Poções para participar da festa. Uns vão para pagar promessas, rever amigos e parentes e outros, para curtir a festa profana com bandas renomadas que desfilam pela noite a dentro, principalmente nos 8 dias finais do evento.
Para animação da festa, a prefeitura contrata várias bandas, a praça principal da antiga e centenária igrejinha erigida em louvor ao Divino Espírito Santo fica superlotada e a população participa dos festejos do seu Padroeiro, que acontece no dia de Pentecostes, data móvel, que sempre cai entre o final do mês de maio/início de junho. 
A participação popular na Festa do Divino é muito forte e a cada ano cresce o número de visitantes. São milhares e milhares de pessoas de todas as partes do país, filhos de Poções ou não, que se encontram em harmonia com o Divino Espírito Santo, desde a busca do Mastro, as novenas, até a Chegada da Bandeira na sexta-feira que antecede o domingo pentecostal.
HISTÓRIA  DA FESTA 
A centenária festa do Divino Espírito Santo, é a principal  da região, das mais tradicionais em toda a Bahia. Do ponto de vista cronológico, comemorada há mais de um século, datando de 1878, antecede a data de emancipação do município em dois anos. 
A Freguesia do Divino Espírito Santo de Poções foi criada  pela Lei Provincial nº 1.848, em 16 de setembro de 1878, nomeado seu primeiro vigário o Padre Luis da França dos Santos. A festa religiosa iniciou-se em 1878, com o primeiro vigário.
Desde então, consta de novenas, revestidas de todo o aparato, apesar das queixas da população quanto a atuação de alguns padres e outras autoridades que teimam em descaracterizar a festa ao longo dos anos, sempre com bons propósitos, mas sem o devido conhecimento do que representa uma festa tradicional e a sua preservação histórica. Sem qualquer compromisso com a memória, modificam a festa em sua estrutura, comprometendo A Chegada da Bandeira, ponto mais alto da festa profana, uma réplica que homenageia os bandeirantes que fundaram o município. 
DESCARACTERIZAÇÃO

No tempo da Ditadura, (1964/1984), os prefeitos, com a conivência do padre e dos civis, organizadores da festa, mandaram colocar um pelotão de "atiradores" do Tiro de Guerra local para conter a cavalaria (Chegada da Bandeira), alegando que esta seria a maneira de evitarem-se acidentes.
O pelotão desfilava à frente da cavalaria, tornando a festa grotesca, do ponto de vista plástico e tirando o brilho da cavalgada, vez que, a partir de então, o desfile evoluía a passos de cágado, andando e parando... Sem o trotar dos animais e o garbo dos cavaleiros e amazonas que emocionavam até às lágrimas e arrancavam palmas e vivas da multidão...  A Polícia Militar também foi, por várias vezes, convocada a colocar-se com seus veículos à frente da cavalaria, sob o mesmo pretexto. 
Por último, por inspiração não se sabe de quem, um carro alegórico leva crianças trajadas de anjinhos precedendo  a cavalaria... Um verdadeiro atentado às tradições...

A Chagada da Bandeira é uma réplica histórica da fundação do município; seria óbvio que nada que descaracterizasse esta lembrança histórica fosse introduzido na plasticidade da festa...
 Há mais de cem anos havia um pavilhão, especialmente construído e ornamentado, onde eram realizados leilões de bens doados pela população para a festa. Além disso, o pavilhão era o principal centro de encontros entre os filhos de Poções e amigos comuns. 
A descaracterização da festa é uma barreira cada dia mais difícil de vencer pelas comissões organizadoras do evento, fato que vem tirando grande parte do brilho dos festejos.
Entretanto, algumas obras importantes foram realizadas, visando o conforto dos visitantes, tanto na pavimentação quanto na construção de estruturas de apoio. 
Barracas, parque de diversões, muita música, muita cerveja e muito papo — Esta é a parte profana dos festejos. 
A parte romântica da festa foi totalmente engolida pela necessidade de se fazer carnaval;  e isto é uma pena...
Há um movimento crescente, de parte da comunidade, no sentido de resgatar algumas tradições que a modernidade foi deixando para trás. É lógico que este trabalho demanda cuidados, mas já é um ponto de partida para o resgate reclamado por importante segmento da sociedade poçoense.
O ENCONTRO
Há alguns anos, por inspiração de alguns poçoenses ali residentes e outros, que vivem em outras plagas, tendo à frente Pedro Silvino e Lulu Sangiovanni, faz-se o ENCONTRO num baile regado a papos, beijos e abraços ao som de bandas de músicos poçoenses e que é a principal atração no sábado, desta feita, 8 de junho. As camisetas da festa já estão disponíveis e podem ser reservadas através do FACE com a  página de VELHAS FOTOGRAFIAS DE POÇÕES ou diretamente com Pedro Silvino Longo. Reserve sua camisa e reveja os amigos tão caros, uns contemporâneos outros mais jovens, tudo sob as bênçãos do Divino Espírito Santo.  BOA FESTA DO DIVINO, AMIGÃO!
Festa do Divino
Autor: Ricardo De Benedictis

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