Documento mostra que Roberto Teixeira participou de aquisição do imóvel em Atibaia

O sítio usado por Lula e sua família em Atibaia é alvo de investigação da Operação Lava-Jato. Segundo relatos de comerciantes locais e prestadores de serviço, parte da reforma foi bancada pelas empreiteiras OAS e Odebrecht, ambas investigadas pela Operação Lava-Jato. Além disso, o promotor Cássio Conserino, do Ministério Público em São Paulo, que investiga o triplex que foi reservado a Lula pela OAS no Guarujá, também colhe depoimentos de profissionais e empresas envolvidos na reforma do sítio.
Há duas semanas, Conserino disse já ter colhido informações suficientes para denunciar Lula por ocultação de patrimônio.
O ex-presidente e sua mulher, Dona Marisa, foram convocados para depor no próximo dia 17 no Ministério Público de São Paulo. Além do Guarujá, eles também serão questionados sobre o sítio em Atibaia.
Na escritura, os antigos proprietários do sítio transferem duas partes dele, por meio de venda, para Fernando Bittar e Jonas Suassuna Filho, os atuais donos do sítio. O endereço da operação de compra e venda é o mesmo do escritório de Roberto Teixeira, localizado na Rua Padre João Manuel, Jardins, São Paulo. No total são 173 mil metros quadrados de área.
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| Sítio Sta. Barbara/Atibaia -S/P/Edilson Dantas/Ag.O Globo |
Dos R$ 500 mil pagos por Bittar, R$ 100 mil foram “recebidos em boa e corrente moeda nacional”. O restante foi pago em dois cheques do Banco do Brasil. O negócio foi formalizado no dia 29 de outubro de 2010, dois dias antes da eleição da presidente Dilma Rousseff, no 19º andar de um prédio de escritórios na Rua Padre João Manoel, nos Jardins.
Teixeira também intermediou a compra da cobertura duplex onde Lula mora atualmente em São Bernardo do Campo.



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