Fonte: Adusb - Halanna Andrade
O
governo Rui Costa (PT) se mantém firme na tentativa de destruir a
aposentadoria integral dos servidores públicos da Bahia. Na quarta-feira
(5), uma nota de convocação foi divulgada no Portal do Servidor para
adesão ao Prevbahia até o dia 28 de julho. O documento afirma que o
regime de previdência complementar “é uma alternativa para ajudar o
servidor público a manter a estabilidade financeira e o seu padrão de
vida na aposentadoria”. A informação é falsa e tem como objetivo fazer
com que trabalhadores percam o direito à integralidade da aposentadoria.
Entenda a situação
Existem hoje na Bahia três fundos de previdência para os servidores. O
Funprev, criado em 1998, que prevê a contribuição de 12% por parte dos
servidores ativos, inativos e pensionistas, além da alíquota de 24% do
Estado. Para economizar às custas dos trabalhadores, em 2007 o governo
criou o Baprev, com contribuição de 12% pelos servidores e 15% do
Estado.
Leia a cartilha do Fórum das ADse saiba mais sobre o Prevbahia.
Ao contrário dos outros dois regimes, o Prevbahia é uma previdência
complementar de caráter privado e não solidário. Todos trabalhadores que
ingressaram no serviço público baiano, desde 29 de julho de 2016, terão
aposentadoria limitada ao teto do INSS (R$ 5.531,31). Ou seja, perderam
o direito à aposentadoria integral, como acontece nos demais fundos. O
chamado do governo da terça-feira (4) tem como objetivo confundir os
servidores para que o maior número abra mão de participar do Baprev e
Funprev, de maneira irreversível, para integrarem o Prevbahia. Além
disso, é uma forma de capitalizar o novo regime e gerar economia no
caixa do tesouro do governo.
Mais armadilhas
O discurso da nota no Portal do Servidor é de que o servidor no
momento da aposentadoria receberá o teto do INSS e o “patrimônio
acumulado na sua previdência complementar, formado pelas contribuições
do servidor, do Estado, e pela rentabilidade desses investimentos”. No
entanto, o governo não informa que não há qualquer garantia do
recebimento de tais “investimentos” do PrevBahia.
De acordo com o membro do Grupo de Trabalho de Seguridade Social e
Assuntos de Aposentadoria da Adusb, Vinícius Correia, “nesse modelo de
previdência complementar privado, o governo não tem responsabilidade
nenhuma. Ele só vai garantir para você o teto do INSS (R$ 5.531,00). Se o
investimento der errado, você vai perder o seu dinheiro. Esse é um
modelo de previdência falido”. O professor afirma ainda que a
previdência complementar tem quebrado em todo mundo, inclusive no
Brasil. Para verificar a situação, Vinícius Correia sugere aos
trabalhadores “procure no Google a situação da previdência complementar
dos servidores dos Correios, da Caixa e do Banco do Brasil. Vocês vão
ver os rombos que esses investimentos tiverem ao longo de sua
trajetória”.
O que fazer?
A Associação dos Docentes da UESB (Adusb) sugere aos servidores
públicos baianos que não façam a migração do Funprev e Baprev para os
planos de benefícios do PrevBahia. Não indica ainda a participação no
regime complementar mesmo sem migração, já que não há qualquer garantia
de retorno financeiro. A não participação também é uma forma de protesto
contra a forma autoritária como o PrevBahia foi aprovado. Servidores
públicos em luta pelo direito à aposentadoria integral!
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