quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A morte não espera por minguém
Ricardinho De Benedictis
O falecimento prematuro de Geraldo Xavier, nos leva a refletir sobre como a natureza se comporta em relação aos seres que dependem de sua inexorabilidade. A morte, a vida, e como não devemos prescindir do agora em função de mesquinharias ideológicas.
Escritor de talento excepcional, Geraldo tinha no humor rascante o respaldo para suas criações, que apesar de fictícias, traziam uma carga muito forte de realidade.
Incompreendido, mas nem por isso amargurado, encarava a arte de viver com certa dose de inconformismo, próprio dos revolucionários, porém com uma doçura que só os poetas dispõem.
Nas paginas de seus vários livros, assistimos ao desfile de personagens cotidianos, sensíveis e até de personagens do reino animal, que através de sua ótica genialista, quase sempre superavam em generosidade os seres humanos.
Vitória da Conquista pouco gozou do tanto que tinha para dar. A sua arte faltará em muito ao futuro da nossa literatura. Os que te negaram apoio negaram às gerações vindouras exemplos e conhecimento.
Assim amigo Geraldo, infelizmente nos despedimos. Sem um adeus, sem lamentações desnecessárias, mas com uma dose de saudade ainda não completamente sorvida. Você deixa uma lacuna, um espaço que permanecerá desocupado, pelo menos em alguns corações que te amavam e que sentirão a ausência do seu presente e forte humor, de sua camaradagem leal e sabedoria, que dificilmente será substituída em nossas breves e menos alegres vidas.

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