quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Literatura de Antônio Barreto:

Livro traz correntes literárias em forma de cordel

A TARDE - Eduarda Uzêda

Lançamento é nesta quarta-feira - Foto: Divulgação 

Lançamento é nesta quarta-feira
    A experiência de há 23 anos levar o cordel para a sala de aula, de ser professor de língua portuguesa e de literatura contribuiu para que o professor, poeta e cordelista Antônio Barreto tratasse poeticamente os  movimentos literários com o rigor e autoridade de um autor respeitado, que contabiliza 170 folhetos publicados.
    Trata-se do livro Literatura Brasileira de Cordel,  coletânea de sete folhetos com aulas de quinhentismo, barroco, arcadismo, romantismo, realismo/naturalismo, pré-modernismo e modernismo, que será lançado nesta quarta-feira, 24,  às 18 horas, no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, com entrada franca.
    "A ideia desta coletânea se inspira nos instigantes olhares desse poeta, que o fez 'mexer' nos baús para trazer à boca-de -cena as múltiplas faces destes referidos períodos de literatura, lidos, às vezes, por uma certa crítica, com delicado desdém...", depõe Edilene Matos, professora da Universidade Federal da Bahia, sobre a obra, que tem o selo  Editorial Castro Alves.
    Pesquisa cuidadosa
    Antônio Barreto conta que os folhetos foram publicados durante pesquisa de nove anos. "Primeiro fiz o da Aula do Barroco, movimento que gosto muito.  Aí,  fui tomando gosto e produzindo os outros. Depois, com os  sete folhetos prontos, pensei na ideia do livro".
    Ele diz que a obra aborda a  literatura brasileira de forma sintética, leve, mas sem perder de vista o  momento histórico, características  principais, autores e obras, obedecendo as regras essenciais do cordel: rima, métrica e oração.
    E qual foi a escola literária mais difícil de ser representada no cordel? "Sem dúvida nenhuma, a aula de modernismo em cordel. O modernismo é muito vasto exigiu um cuidado maior", diz.
    E o resultado? "Eles  (os alunos) gostam e   se aproximam  de obras mais profundas" frisa Barreto.

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário