‘FELICIDADE OU MORTE’: EIS O DILEMA DO HOMEM!
Comentários ao livro de Clóvis Barros Fº e Leandro
Karnal
Ricardo De Benedictis
Há um pensamento humano que confunde a FELICIDADE com
o sucesso financeiro. A maioria das pessoas crê que para alcançar a FELICIDADE,
tem que buscar, ganhar muito dinheiro, tornar-se abastado, enriquecer.
Conseguindo tal proeza, o homem pode tudo.
Constrói seu Império, consegue mandar e comandar um
número elevado de pessoas, serviçais, agregados, parentes e amigos.
Seria esse o caminho da FELICIDADE?
Para os pensadores, a resposta é ambígua, mas com real
tendência negativa. Para os filósofos, a FELICIDADE não se mede pela situação
financeira exuberante de alguém ou mesmo pelas minas de ouro que possua. Há um
pensamento que vai se arraigando cada
vez mais, de que a busca da FELICIDADE é constante e que sua conquista nunca é
perene, mas passageira. Com ou sem dinheiro. Aliás, há quem diga ter encontrado
pessoas felizes que vivem em locais ermos, despossuídos de bens materiais, outras
que garantem ter conhecido pessoas felizes, vivendo em estado de pobreza
material. Tais teses desmontam a constante busca do homem pela FELICIDADE, a
qualquer cu$to!
No livro ‘FELICIDADE OU MORTE’, muito bem elaborado
pelos pensadores Clóvis Barros Fº e Leandro Karnal, os autores emitem suas
posições filosóficas sobre a FELICIDADE
que são claras, insofismáveis. Enquanto Clóvis Barros Filho afirma que “a
felicidade... é muito mais conhecida pela sua ausência do que pela sua presença,
e por essa razão, é muito comum na história do pensamento que se fale em busca
da felicidade. Segundo Clóvis, havendo busca, é porque ainda não está;
permanecendo a busca, é porque ela continua não estando; consagrando-se a
busca, é porque, talvez, ela não apareça nunca”. Mais adiante ele afirma: “
...a felicidade normalmente é associada a um momento da vida que dura certo
tempo, porém, ao longo desse período, há um apogeu de qualidade e,
consequentemente, certa intensidade.”
Leandro Karnal disseca a opinião de filósofos de
várias épocas, desde o início do mundo; diante dos estudos que faz: “ ... até
nos chamados “paraísos” os deuses, os semideuses, as almas famintas, os
animais, os demônios, todos têm anseios. E por isso são infelizes.” Mais
adiante Karnal afirma: “ Provavelmente, nunca tivemos tantas condições de
liberdade e, geralmente, em alguns casos, materiais para a felicidade. Nunca
discutimos tanto por que as pessoas são infelizes, ou tão depressivas, ou por
que tomam tantos antidepressivos, ou por que têm tanta dificuldade de,
simplesmente, dormir”.
O livro é recheado de citações e tem ampla
bibliografia, apesar das suas 81 páginas corridas de texto, sem ilustrações.
OS AUTORES
Clóvis de Barros Filho é acadêmico e professor,
palestrante muito conhecido em todo o país.
Leandro Karnal é historiador, palestrante e uma das
figuras mais requisitadas nos meios intelectuais.
O livro é como uma troca de figurinha entre dois
intelectuais que discutem um tema de alta relevância: a felicidade, bem que
representa a grande busca de todos os seres humanos. Por isso e pelo seu
exemplar conteúdo merece a atenção dos leitores.

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